" Quem precisa de dormir mais: o homem ou a mulher?

Quem precisa de dormir mais: o homem ou a mulher?

Quem precisa de dormir mais: o homem ou a mulher?

Quem precisa de dormir mais: o homem ou a mulher?

Segundo, um estudo da FitBit, de uma empresa norte-americana de pulseiras que medem a atividade física, as mulheres precisam e deviam dormir 20 minutos mais do que os homens.

De acordo, com Jim Horne, neurocientista e diretor do Centro de Investigação do Sono da Universidade de Loughborough, no Reino Unido, “… as mulheres precisam de mais descanso para recuperar”.

No entanto, embora as mulheres precisem de mais horas de sono, não é de todo esse o panorama atual, nem todas as mulheres conseguem dormir o sono reparador que merecem.

As alterações de sono na mulher devem-se em grande parte às alterações hormonais que ocorrem ao longo da vida, nomeadamente, o período menstrual, gravidez, pós-parto, menopausa.

A conciliação entre a vida pessoal, familiar e profissional, também influência a qualidade de sono nas mulheres.

O que a biologia e a cultura têm a ver com a qualidade de sono das mulheres? 

Segundo Teresa Paiva, professora e médica neurologista especialista em medicina de sono e encarregada do Centro do Sono (CENC), a diferença entre o sono das mulheres e dos homens é justificada pela biologia e também pela cultura. Relativamente ao primeiro fator, a genética, esta afirma "As mulheres têm dois cromossomas X e os homens têm um X e um Y, o que faz uma diferença considerável. Isso vai fazer com que as mulheres tenham uma configuração somática diferente e necessidades somáticas diferentes dos homens. Não se pode querer que funcionem da mesma maneira. Funcionam de formas parecidas, mas não exatamente iguais."

A diferenciação hormonal e a sua complexidade influência a qualidade do sono: “enquanto os homens passam pela puberdade e depois pela senescência e não têm ciclicidades periódicas de modificações hormonais, nas mulheres é bem diferente. Depois da puberdade começam os ciclos menstruais que trazem a menstruação e a ovulação, há a gravidez, o parto, o pós-nascimento da criança e ainda a menopausa. “

Continua a explicar que "Grande parte das alterações do sono nas mulheres estão relacionadas com estes períodos porque algumas têm insónias com a menstruação, outras têm hipersónia ou insónia na gravidez e muitas mulheres começam as suas insónias a seguir ao nascimento de um filho (muitas vezes, o primeiro). Depois, quando chegam à menopausa, voltam a ter insónias relacionadas com as perturbações hormonais por deixarem de produzir estrogénios. Tudo isto torna, em termos hormonais, as mulheres mais suscetíveis de terem mais alterações do sono do que os homens."

Relativamente à cultura, a médica explica que "A mulher tem de ser boa mãe, esposa exemplar, profissional de primeira água e tem de estar bonita e ter bom aspeto. E ninguém pode ser perfeito em tudo. Portanto, esta ideia de que se tem de fazer tudo não é possível, não é sequer desejável e é uma tortura que se faz sobre as pessoas."

Acrescenta ainda que: "Atualmente, em relação à maternidade e à amamentação, faz-se um peso sobre as mulheres que é completamente inadequado. É evidente que isso leva a um esgotamento das mulheres e é uma violência cultural que se faz sobre as mesmas em pleno século XXI. Depois dizem que as mulheres são neuróticas quando, no fundo, são sujeitas a uma violência grande. É uma culpa terrível que se põe sobre as mulheres. Eu sou convictamente contrária a isso."

O médico Javier Puertas explica também “socialmente, as mulheres têm mais preocupações que acabam por levar para a cama. Desde o trabalho, aos filhos, é difícil desligarem de tudo o que têm para cuidar”.

 

Quais os distúrbios de sono mais frequentes nos homens e nas mulheres?

Os homens e as mulheres apresentam características diferentes no padrão de sono e podem desenvolver distúrbios de sono diferentes, como por exemplo, os homens têm uma maior probabilidade de apneia obstrutiva do sono e as mulheres têm maior probabilidade de sofrerem de insónia.

De acordo com o médico Javier Puertas, membro da Sociedade Espanhola do sono “As mulheres têm o dobro das insónias e sofrem mais do ponto de vista do rendimento cognitivo e somático”.

O sono é igual para todos?

Não, já vimos nos parágrafos anteriores que o sono da mulher e do homem é diferente. Mas, será que, o sono das crianças, dos adultos e dos idosos é igual?

O sono sofre alterações ao longo do crescimento da pessoa, modificando o ritmo, qualidade e quantidade.

Os bebés entre os 0-3 meses de vida precisam de 15 a 17 horas de sono.

As crianças entre os 3- 12 meses de vida precisam de 14 a 15 horas.

As crianças entre 1-3 anos precisam de dormir 12 a 14 horas.

As crianças entre os 3-5 anos de vida necessitam de 11 a 13 horas de sono.

Os adolescentes entre 12- 18 anos precisam de 8,5 a 9,5 horas de sono.

Os adultos e idosos precisam de 7 a 8 horas de sono.

Contudo, existem fases e fases, exceções e exceções, pois pode existir uma determinada fase da sua vida em que pode necessitar de dormir mais do que normal, pois anda mais cansado, anda a dormir pior ou está a passar por transformações hormonais.

 

Qual a importância do sono?

O sono é um processo fisiológico muito importante para o bom funcionamento do organismo, nomeadamente ajuda a prevenir e controlar o aparecimento ou agravamento de doenças.

É também uma necessidade homeostática do organismo que permite manter o equilíbrio do sistema imunológico, endócrino, neurológico, entre outros.  

O sono afeta a qualidade de vida, a saúde, o desempenho profissional e emocional, por esse motivo é que é tão importante dormir bem e respeitar o seu sono.

Uma má qualidade de sono pode causar, irritabilidade, sonolência, maior vontade de comer hidratos de carbono, probabilidade de desenvolver infeções, diabetes, problemas cardíacos, alzheimer e envelhecimento precoce.

 

O que fazer para dormir bem?

A professora Teresa Paiva aconselha que devemos "ter horários de dormir e de acordar regulares, uma boa alimentação, fazer atividade física, não trabalhar nem demais nem de menos, não comer nem demais nem de menos, devemos ser felizes, devemos relativizar os problemas que temos, caminhar ao ar livre e apanhar o sol da manhã que é um antidepressivo fantástico.“

 

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