" Como é a qualidade do sono dos portugueses?

Como é a qualidade do sono dos portugueses?

Como é a qualidade do sono dos portugueses?

Como é a qualidade do sono dos portugueses?

Já alguma vez se questionou como é a qualidade do sono dos portugueses? Já refletiu se somos um país cansado, com má qualidade do sono ou se somos um país de grande produtividade devido à boa qualidade do sono?

Se fizer uma breve pesquisa no motor de pesquisa verá de imediato que os portugueses dormem cada vez menos, mal e têm cada vez mais insónias.

 

Portugal é dos países onde menos se dorme na Europa

Segundo o presidente da APS (Associação Portuguesa do Sono) “Portugal descansa menos do que a maioria dos outros países europeus (…) Os portugueses dormem pouco e mal”.  

  • Os portugueses consumem muitos medicamentos para combater as noites de insónia, segundo Joaquim Moita, presidente da (APS), Portugal “mergulha em ansiolíticos”. O nosso país consume cerca de 10,5 milhões de embalagens de ansiolíticos, sedativos e hipnóticos por ano. 

A Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP) e a Sociedade Portuguesa da Medicina do Trabalho (SPMT) concluíram num inquérito de 2019 que “46% dos 653 inquiridos com idade igual ou superior a 25 anos, dormem seis horas ou menos por dia e 40% têm dificuldade em manter-se acordados enquanto conduzem ou realizam outras atividades diárias”.

 

6 Possíveis causas da insónia em Portugal

1. Doenças de saúde mental

2. Problemas pessoais

3. Pais de crianças que ainda não aprenderam a dormir

4. Marido ou mulher que ressona

5. Medicação desajustada ao paciente

6. Consumo de álcool ou tabaco

 

Fatores que contribuem para um sono de má qualidade em Portugal

A má qualidade de sono deve-se ao novo estilo de vida que estamos a adotar na nossa sociedade, como por exemplo, deitarmo-nos cada vez mais tarde e levantarmo-nos mais cedo.

De acordo com a neurologista Teresa Paiva, “estamos a adotar em simultâneo os horários do norte da Europa, onde se começa a trabalhar muito cedo e os hábitos de ir para a cama tarde típicos do sul da Europa.”

 

Outros fatores que podem estar relacionados com a má qualidade do sono:

  • Má higiene do sono

Os portugueses não respeitam as horas que deviam descansar. Deve-se ter um horário bem definido para deitar e acordar.

  • Novo conceito cultural

Vivemos a ritmo frenético, sentimos que não há tempo a perder, queremos viver tudo intensamente e rapidamente, e isto faz com que vejamos o sono como tempo perdido.

Anselmo Pinto, responsável pela Clínica do Sono, na cidade do Porto, confirma que há um novo conceito cultural “dormir seria uma perda de tempo”.

  • Noitadas

Anselmo Pinto afirma “O homem, como único animal autodestruidor, criou uma sociedade em que é normal trabalhar para ter o que não usa, não dormir para se divertir, e depois ficar acordado por precisar de laborar quando o organismo lhe pede sono.”

  • Atração pelas novas tecnologias

O vício pelas tecnologias e as redes sociais agravam o sono. A luz emitida pelos aparelhos eletrónicos, quando são usados em horas indevidas como no final do dia ou à noite prejudicam a produção de melatonina, uma hormona fundamental para regular o sono e o nosso relógio biológico, que nos permite “ganhar sono” quando não estímulos luminosos.

Refeições fora de horas e carregadas de calorias

Atualmente trabalhamos até tarde, por isso chegamos mais tarde a casa, durante o dia com o trabalho e os objetivos por atingir acabamos por saltar algumas refeições, compensando estas refeições na hora de jantar, consumindo uma refeição de maiores calorias e ingestão de maior quantidade de alimentos.

 

Quantas horas devo dormir?

Passamos um terço da nossa vida a dormir, por um simples motivo, dormir é importante para a manutenção de todas as funções do nosso corpo, para a regeneração dos órgãos, para a produção celular e a regulação hormonal e metabólica.

  • Entre os 0- 11 meses: 12 a 17 horas
  • Entre 1- 5 anos: 10 a 14 horas
  • Entre 6-17 anos: 8 a 11 horas
  • Entre os 18- 65 anos: 7 a 9 horas
  • Mais de 65: +7h  

 

Consequências da falta de sono 

A privação de sono é perigosa para a saúde. Poucas horas de sono por noite provocam efeitos permanentes no nosso organismo, mesmo que se durma pouco em apenas uma única noite, os danos irão aparecer.

As consequências podem ser visíveis a longo ou curto prazo dependendo das noites de sono que passou em privação de sono e do seu organismo.

As consequências da privação de sono mais graves são: o aumento das hipóteses de uma morte antecipada, cancros, infeções e doenças cardiovasculares e degenerativas, como o Alzheimer.

Outros consequências da falta de sono são, perda de memória, sonolência diurna, irritabilidade e alteração de humor, défice de atenção e concentração, erros e mal-estar no trabalho.

O sono insuficiente faz com que sinta menos compreensão, mais negatividade e dificuldade em inibir os estímulos negativos.

A pandemia teve um impacto no sono dos portugueses? 

Sem estarmos a contar, passámos a viver uma realidade que não era a nossa e tivemos de nos ajustar rapidamente a nova situação, por isso é normal que as queixas da falta de sono e de insónias, tivessem sido reportadas, o medo, a ansiedade, a incerteza, às perguntas sem resposta, o confinamento que condicionou a liberdade, a exposição solar, o exercício físico coletivo, os contactos e convívios sociais, foram fatores apontados para o pioramento do sono.

De acordo com um estudo efetuado a cerca de 1079 pessoas de todas as regiões de Portugal, pela APS em conjunto com o CINEICC (Centro de Investigação em Neuropsicologia e Intervenção Cognitivo- Comportamental, da universidade de Coimbra) conclui-se que a pandemia teve um impacto notório nos problemas relacionados com o sono.

“O sono piorou durante a pandemia cerca de 46,6%” e é de realçar que o sexo feminino foi o que mais sofreu deste agravamento “foi sobretudo para as mulheres que o sono piorou- cerca de metade das inquiridas deu, aliás, conta desse agravamento 50,3%”.

A infeção por SARS-CoV-2, mesmo em pessoas assintomáticas, causa inflamação, o que significa que há um aumento da probabilidade de problemas relacionados com o sono. O vírus SARS-CoV-2 afeta também as áreas como, o  córtex pré-frontal, alguns gânglios basais e o hipotálamo, todas estas estruturas são fundamentais para a regulação do sono, pois é no centro do cérebro que se produz a hormona do sono, a melatonina.

Curiosidade: Há uma relação entre a riqueza do país e as horas passadas na cama?

De acordo com um artigo publicado na revista “The Economist” sim, por exemplo, a Nova Zelândia, a Finlândia e a Holanda, são países que passam mais de 7 horas e meia de sono e têm um PIB per Capita de pelo menos 40 mil euros.

Já o Japão tem um PIB per Capita idêntico, mas a população japonesa é a que dorme menos horas no mundo, pouco mais de 6 horas. Esta má qualidade de sono custa ao Japão menos 3% do PIB que poderia ser atingido caso não fossem um país exausto.

 

Agora que sabe como é a qualidade de sono dos portugueses faça algo para não pertencer a este grupo de portugueses que “dorme pouco, mal e com insónias.”

Ninguém consegue viver com qualidade, trabalhar, pensar e tomar decisões sem uma boa noite de sono.  

Dormir é extremamente importante para viver bem e com qualidade. Valorize-se. Valorize o seu sono. Valorize a sua saúde e bem-estar.

 

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